Um raio-x da gestão comercial das empresas brasileiras: quão preparadas elas estão para vender de forma previsível, onde a operação trava e o que separa quem escala de quem depende do improviso.
Estudo baseado no Diagnóstico de Maturidade Comercial da Ploomes. Amostra: 852 empresas B2B que concluíram a avaliação entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Dados autodeclarados.
Menos da metade do potencial de uma operação estruturada.
Segundo o Diagnóstico de Maturidade Comercial da Ploomes, com 852 empresas B2B:
A maturidade comercial média das empresas B2B é de 37,1 pontos em 80 — menos da metade do potencial de uma operação estruturada.
A distribuição é uma pirâmide de topo estreito: 48% no estágio inicial, 44% escalando e só 7,6% no nível de excelência.
Usar um CRM está associado a 65% mais maturidade comercial (39,1 contra 23,7 de quem não usa ou não sabe qual usa). A ferramenta pesa mais que o setor.
Metade da operação ainda é manual no que define receita e margem: 52% montam propostas na mão e 49% aprovam desconto de forma informal.
8 em cada 10 empresas (81%) gerenciam metas sem previsibilidade — reagem ao resultado em vez de antecipar o risco.
Entre as três dimensões, sobra processo e falta estratégia e tecnologia.
Estruturar compensa em bloco: quem tem a proposta 100% no sistema pontua 56,7 contra 30,4 de quem a faz na mão; quem gerencia metas com indicador preditivo, 57,3 contra 24,8 de quem só reage. Cada peça estruturada é marca de uma operação quase o dobro de madura.
Gestão comercial é a disciplina que organiza estratégia, processos e tecnologia para tornar as vendas previsíveis e escaláveis — em vez de deixá-las dependerem do esforço isolado de cada vendedor. Na prática, ela responde a três perguntas: como você gera demanda, como conduz cada negócio pelo funil de vendas e quais ferramentas sustentam a operação com dados confiáveis.
Neste estudo, a gestão comercial é medida em três dimensões:
Estratégia — como você gera demanda e decide para quem vender (prospecção, canais, inteligência de mercado).
Processos — como padroniza cada oportunidade: qualificação, proposta, aprovação de desconto, follow-up e passagem para a operação.
Tecnologia — o CRM e as automações que dão visibilidade do funil de vendas e previsibilidade de receita.
Cada empresa recebe uma pontuação de 0 a 80 e cai em um de três estágios de maturidade:
Vendas B2B (business to business) são as vendas de uma empresa para outra empresa. Comparadas às vendas para o consumidor final, costumam ter ciclo mais longo, ticket maior e decisão compartilhada por várias pessoas — o que exige uma venda consultiva, guiada por processo, e não por impulso.
Na venda B2C, o comprador é o consumidor final, a decisão é individual e o ciclo é curto. Na venda B2B, o comprador é uma empresa, a decisão passa por vários responsáveis (o comitê de compra) e o ciclo se estende por semanas ou meses. É por isso que uma operação B2B precisa de funil de vendas, qualificação de leads e previsibilidade — sem estrutura, cada negócio vira uma negociação avulsa. Entre as empresas de venda consultiva deste estudo, essa complexidade fica evidente nos gargalos de proposta e de passagem para a operação.
A maturidade comercial média das empresas B2B no Brasil é de 37,1 pontos em 80 — menos da metade do potencial de uma operação estruturada, segundo o Diagnóstico de Maturidade Comercial da Ploomes com 852 empresas. A empresa média fica na primeira metade da escala, e por uma margem confortável.
A distribuição por estágio revela uma pirâmide de base larga e topo estreito:
Não é um problema de poucas empresas atrasadas: é o padrão do mercado. O outro lado dessa leitura é otimista — existe uma enorme margem de evolução para quem estruturar as vendas agora.
Ao abrir a nota nas três dimensões, aparece um desequilíbrio revelador. O processo é a dimensão mais desenvolvida; estratégia e tecnologia ficam para trás.
A leitura é direta: a gestão comercial não trava por falta de disciplina interna. Trava em gerar demanda de forma ativa (estratégia) e em sustentar a operação com sistema (tecnologia). A maioria das empresas já sabe conduzir o que chega — a dificuldade está em fazer chegar mais e em não perder dado pelo caminho.
Um detalhe reforça esse ponto: processo e tecnologia caminham juntos (as duas dimensões que mais se movem na mesma direção) e são as que mais puxam a nota final. A estratégia é o eixo mais solto — evolui de forma descolada das outras duas. Na prática, muitas empresas organizam a ferramenta e o processo, mas deixam a geração de demanda para trás.
O porte tem a relação mais clara e consistente com a maturidade comercial. A nota sobe de forma quase contínua conforme a empresa cresce.
O salto real de excelência acontece no topo da escala de porte. Mas a leitura que importa para a maioria é outra: estrutura comercial não é privilégio de empresa grande — é o que separa a empresa pequena que estaciona da que cresce de forma previsível.
Usar um CRM está fortemente associado a mais maturidade comercial: no estudo Ploomes com 852 empresas, quem opera com um CRM identificado pontua 39,1 de 80, contra 23,7 de quem não usa ou não sabe qual usa — uma diferença de 65%. É o achado mais forte da pesquisa, e a ferramenta pesa mais que o setor.
O grupo mais preocupante é o de quem não sabe informar qual CRM usa: maturidade de apenas 23,9 pontos, com 82% travados no estágio inicial. Não saber qual sistema sustenta as próprias vendas já é, por si só, um sinal de operação pouco estruturada — e esse grupo se concentra em empresas pequenas e em operações tocadas pelo próprio dono.
Veja a diferença por relação com a ferramenta:
O ponto central: onde você estrutura o seu processo de vendas diz mais sobre sua maturidade comercial do que o setor em que você atua. A diferença entre ter e não ter um CRM (cerca de 15 pontos) é maior do que a diferença entre o setor mais e o menos maduro da pesquisa. E, entre as empresas que usam CRM, as usuárias de Ploomes aparecem no topo da maturidade.
E não é só efeito de tamanho. A distância entre usar um CRM e não saber qual se usa se repete em todas as faixas de porte — mesmo entre as empresas de até 20 funcionários, quem não sabe qual CRM usa pontua cerca de 18, contra 35 ou mais de quem usa um. Estruturar a ferramenta não é consequência automática de crescer: é uma escolha que aparece cedo.
Os três maiores gargalos da gestão comercial B2B são a proposta feita manualmente (52% das empresas), o desconto aprovado sem política formal (49%) e a gestão de metas sem previsibilidade (81%) — segundo o estudo Ploomes com 852 empresas. Eles se repetem em praticamente todos os segmentos.
Junte os dois primeiros gargalos e chega-se a um retrato incômodo: os dois momentos que definem receita e margem — montar a proposta e aprovar o desconto — seguem manuais ou informais em cerca de metade das empresas B2B. Sem uma política de desconto formal, a margem escapa negócio a negócio.
Entenda como estruturar a política de desconto no setor comercialReagir depois de um mês ruim é caro. A previsibilidade — enxergar o risco de meta antes de ele se concretizar, a partir do funil e da geração de demanda — é o que separa a operação madura da que vive apagando incêndio.
Aprenda a dar previsibilidade às metas no papel do gerente comercialMontam propostas manualmente
Aprovam desconto de forma informal
Gerenciam metas sem previsibilidade
Aqui está a virada de chave do estudo. Ao olhar a maturidade total das empresas conforme resolvem cada gargalo, o ganho é muito maior do que a pergunta em si vale:
Cada uma dessas perguntas vale, no máximo, 10 dos 80 pontos do diagnóstico. Ainda assim, a diferença de maturidade total entre quem estrutura e quem não estrutura é de 20 a 33 pontos. A leitura é clara: quem resolve uma peça — a proposta, o desconto, a meta — não ganha só aqueles pontos; costuma ser mais maduro em toda a operação. Estruturar não soma, multiplica.
Para ler offline, imprimir ou circular no time.
Nem toda empresa trava no mesmo ponto. Ao olhar qual dimensão está mais atrás dentro de cada setor, aparecem dois perfis nítidos:
Vendem de forma reativa à carteira que já têm, sem uma máquina ativa de geração de demanda. Já têm processo e alguma ferramenta — falta o topo do funil.
Já pensam a estratégia de demanda, mas o sistema não acompanha. A camada de CRM, propostas e integração fica devendo.
Saber onde o seu tipo de negócio costuma travar é o atalho para priorizar o próximo passo certo.
A boa notícia do estudo é que os travamentos são conhecidos e têm ordem de ataque. O próximo passo depende de onde você está hoje.
Você ainda tem muito processo manual e pouca padronização — normal em empresas menores, mas que trava o crescimento conforme a operação cresce. Comece tirando o processo da planilha e do WhatsApp:
Você já está à frente de boa parte do mercado. Agora o ganho vem de integrar o que já existe, mas não conversa entre si:
Sua operação é previsível. O desafio deixa de ser adotar ferramenta e passa a ser engajar o time para que todos usem bem o que existe — e transformar dado em ação proativa, com indicadores preditivos, antes de a meta virar risco.
O Ploomes é o CRM que a própria Ploomes usa para vender. Como especialista em vendas B2B com processo complexo, ele reúne funil, geração de propostas com regras de preço e aprovação de desconto no mesmo lugar — os três pontos onde este estudo mostra que a maioria trava. Descubra o estágio da sua empresa com um raio-x completo da sua área comercial.
Este estudo analisa 852 empresas que concluíram o Diagnóstico de Maturidade Comercial da Ploomes entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026.
Oito perguntas por empresa, distribuídas em três dimensões (Estratégia, Processos e Tecnologia). Cada resposta vale 0, 1, 5 ou 10 pontos; a soma vai de 0 a 80. Faixas: Estágio Inicial (8–34), Escalando o Negócio (35–64) e Expert em Gestão (65–80).
O questionário se adapta a nove roteiros por tipo de negócio, mas as notas por dimensão são unificadas e comparáveis entre setores.
Os dados são autodeclarados e refletem quem chegou aos canais da Ploomes e decidiu se autoavaliar — não um censo do mercado. Recortes com poucas empresas foram agrupados por serem apenas direcionais. As relações observadas são associações, não relações de causa e efeito comprovadas. Os dados vão até 04/fev/2026.
Nenhum dado individual, nome de empresa ou informação de contato é exposto neste material.
Os dados abaixo são proprietários da Ploomes e podem ser citados livremente, desde que com atribuição. Mantenha a base junto ao dado.
Fonte: Ploomes, Diagnóstico de Maturidade Comercial (852 empresas B2B, ago/2025–fev/2026).
Só 7,6% das empresas B2B operam com excelência em gestão comercial.
Base: 832 empresas com nível calculado.A maturidade comercial média das empresas B2B é 37,1 de 80.
Base: 841 empresas.Empresas com um CRM identificado são 65% mais maduras comercialmente do que as que não têm (39,1 vs. 23,7).
Base: 852 empresas; 743 com CRM, 109 sem.52% das empresas B2B ainda montam propostas manualmente.
Base: 778 empresas, exclui varejo/transacional.8 em cada 10 empresas (81%) gerenciam metas sem indicador preditivo.
Base: 852 empresas.Empresas com a proposta 100% no sistema têm maturidade de 56,7 contra 30,4 das que fazem na mão (+86%); com meta preditiva, 57,3 contra 24,8 de quem só reage (+131%).
Base: 778 e 852 empresas.O banco completo de frases proprietárias, por tema e com todas as bases, faz parte do material de apoio deste estudo.